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1) EM TORNO DA NOÇÃO DE COMPETÊNCIA ARGUMENTATIVA: DESAFIOS CONCEITUAIS E DIDÁTICOS
Coordenadores:

Isabel Cristina Michelan de Azevedo (UFS)

Este trabalho discute algumas possibilidades para a definição do conceito de competência argumentativa, com base em autores que se alinham a uma perspectiva discursiva de linguagem (BAKHTIN, 2003; FOUCAULT, 2002, entre outros), para que seja viável pensar em como organizar práticas pedagógicas que possam desafiar os sujeitos, especialmente os que estão em formação, a colocar em uso essa competência em diferentes situações comunicativas. Após uma breve retomada de algumas das polêmicas teóricas existentes em torno desses termo, propomos recorrer a conhecimentos históricos e sociais, enunciativos, pragmáticos e linguísticos para compor uma noção que tenha relevância em ambientes escolares de diferentes níveis de ensino. Por meio de exemplos recolhidos entre estudantes da educação básica e do ensino superior, pretendemos demarcar como as práticas sociais de leitura e escrita podem (ou não) impulsionar os sujeitos a assumirem lugares discursivos que demarcam posições enunciativas. Isso porque os processos de sustenção e negociação de ideias, próprios de situações em que sujeitos estejam em diálogo ou disputa, estimulam o jogo interacional que permite articular os conhecimentos construídos ao longo do tempo a pontos de vista variados.


2) CONTATO LINGUÍSTICO NA ÁFRICA: O PORTUGUÊS E OUTRAS LÍNGUAS
Coordenadores:

Claudia Roberta Tavares da Silva (UFRPE)

Este minicurso, inserido no âmbito da linguística de contato, discute a complexidade linguística no continente africano evidenciada pelo contexto de multilinguismo intenso do português com outras línguas, centrando a atenção na influência destas sobre a morfossintaxe daquela. Longe de ser uma abordagem generalizante desse português e além da constituição político-econômico-cultural peculiar a cada país cuja independência de Portugal só ocorre na segunda metade do século XX, adotamos a terminologia variedades africanas do português que abarca o português de Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe e Cabo Verde. Embora se constitua língua oficial em todos esses países, o português não é a língua mais falada em comparação às línguas do grupo bantu faladas em Moçambique e em Angola e as línguas crioulas faladas em Cabo Verde e Guiné-Bissau, diferentemente do que ocorre em São Tomé e Príncipe (GONÇALVES, 2012). A partir disso, serão apresentadas evidências morfossintáticas de que a maior ou menor utilização de outra língua favorece, respectivamente, uma maior ou menor proximidade das variedades africanas do português com a variedade europeia do português. Portanto, assume-se com Mota (2015) que “[é] importante que as investigações linguísticas sobre as variedades não europeias do português estejam atreladas à pesquisa histórico-sociológica, a fim de se entender a influência do possível contato linguístico entre essas variedades e outras línguas.”.


3) ESTUDO DE VARIEDADES AFRICANAS DO PORTUGUÊS
Coordenadores:

Silvana Silva de Farias Araujo (UEFS)

Os estudos comparativos entre o português brasileiro (PB) e o português europeu (PE), como também entre o PB e algumas línguas africanas e crioulas, tiveram e têm um importante papel na discussão sobre a gênese e a caracterização do PB. No entanto, julga-se que esse debate se enriquece com o cotejo entre essas variedades e o português usado em outras ex-colônias portuguesas. Nesse sentido, o objetivo central deste minicurso é contribuir com a consolidação de novos campos de pesquisas, divulgando estudos que não somente comparem o PB e o PE, mas que também estabeleçam um paralelo entre o PB e outras variedades históricas da língua portuguesa, formadas na África em decorrência das expansões ultramarinas portuguesas dos séculos XVI. Desse modo, busca-se ampliar a compreensão sobre a formação do PB e, especialmente, no tocante à importância do contato do português com línguas africanas. A metodologia empregada será fundamentalmente a exposição participada de resultados bibliográficos e empíricos obtidos em pesquisas já realizadas por pesquisadores de diferentes países, sendo examinado se os fatores linguísticos e socio-históricos atuam de maneira semelhante no funcionamento de fenômenos variáveis na estrutura da língua portuguesa. Espera-se, portanto, que este minicurso possa ajudar a responder à seguinte questão: o que os estudos sobre as variedades linguísticas da África nos ensinam sobre a formação e a descrição do PB?


4) ENSINO-APRENDIZAGEM DE GRAMÁTICA / ANÁLISE LINGUÍSTICA – FUNDAMENTOS TEÓRICOS E METODOLÓGICOS
Coordenadores:

Livia Suassuna (UFPE)

Neste minicurso, trataremos da gramática / análise linguística enquanto uma das bases do ensino-aprendizagem de língua portuguesa, numa perspectiva sociointeracionista de linguagem. Exporemos, inicialmente, os fundamentos teóricos da abordagem dos conhecimentos linguísticos em sala de aula, desde a cunhagem do termo “análise linguística” até os dias atuais, e, em seguida, faremos uma atividade prática que possa servir como referencial para o trabalho de sala de aula.


5) A POLIFONIA ENUNCIATIVA: DA LÍNGUA AO DISCURSO
Coordenadores:

Erivaldo Pereira do Nascimento (UFPB)

O objetivo deste minicurso é apresentar um breve panorama sobre os estudos da polifonia enunciativa, demonstrando como esse fenômeno da linguagem humana se materializa tanto no sistema, através de determinados elementos linguísticos, como no discurso, pela evocação de múltiplas vozes e pontos de vista. Os estudos sobre a polifonia enunciativa têm seu marco inicial com os estudos de Bakhtin (2002a), ainda dentro da crítica e da análise literária, que propõe uma distinção entre a literatura polifônica e a literatura monológica, a partir da análise das obras de Dostoiévski. Na linguística, o conceito de polifonia é utilizado, inicialmente, por Oswald Ducrot (1987, 1988), para questionar o princípio da unicidade do sujeito falante e propor que o sentido dos enunciados é, por natureza, polifônico. Assim, neste minicurso, partiremos dos estudos de Bakhtin (2000, 2002a, 2002b), não só para demonstrar a origem dos estudos polifônicos, mas também para diferenciar os conceitos de dialogismo e de polifonia, para o referido autor. Em seguida, trataremos do fenômeno da polifonia no âmbito das Semânticas Argumentativa e Enunciativa, a partir de Ducrot (1987, 1988) e colaboradores, apresentando conceitos e fenômenos polifônicos descritos por esse estudioso e, mais recentemente, por Anscombre (2005, 2010), García Negroni (2010) e Nascimento (2015). Apresentaremos a diferenciação entre os fenômenos da polifonia de enunciadores e locutores, além dos estudos sobre o fenômeno do SE-locutor, um dos mais recentemente descritos. Ao apresentar esses fenômenos, mostraremos como eles se materializam, discursivamente, através de determinadas marcas e estruturas linguísticas. Para essa demonstração, tomaremos como exemplo as investigações realizadas no âmbito do projeto “Estudos semântico-argumentativos e enunciativos na língua e no discurso: marcas de (inter)subjetividade e de orientação argumentativa (ESAELD)”, que descreve, entre outros fenômenos, a polifonia enunciativa, em diferentes gêneros discursivos.


6) LINGUÍSTICA FUNCIONAL: ASPECTOS TEÓRICOS E PRÁTICOS
Coordenadores:

Edvaldo Balduíno Bispo (UFRN)

Este minicurso apresenta uma caracterização geral do Funcionalismo Linguístico com foco na vertente norte-americana, desenvolvida, nos Estados Unidos, entre outros, por Talmy Givón, Sandra Thompson, Paul Hopper, Elizabeth Traugott, e, no Brasil, por Mário Martelotta, Angélica Furtado, Mariangela Rios e Maura Cezario, para citar alguns. Contempla pressupostos básicos, princípios, processos cognitivos e comunicativos dessa vertente teórica, além de categorias analíticas utilizadas na investigação de fatos da língua. Traz, ainda, temas de interesse de pesquisadores dessa orientação funcionalista e aspectos metodológicos a ela relacionados. Por fim, discute exemplos de análise de fenômenos linguísticos sob esse viés teórico.


7) REFERENCIAÇÃO E MULTIMODALIDADE
Coordenadores:

Silvana Maria Calixto de Lima (UESPI)

Neste minicurso, abordaremos os fundamentos da perspectiva da referenciação e alguns de seus desdobramentos para o trabalho com textos multimodais no âmbito da Linguística de Texto. Dentro dessa temática, discutiremos particularidades dos processos de referenciação (introdução referencial, anáfora, dêixis e recategorização) na construção de textos verbo-imagéticos. Dessa forma, temos a intenção de apresentar os avanços da referida área no que concerne ao redimensionamento desses processos para o alcance de uma descrição mais pormenorizada das estratégias de referenciação na análise de textos verbo-imagéticos.


8) INTRODUÇÃO AOS ESTUDOS EM REFERENCIAÇÃO: AS TRÊS DIMENSÕES DO FENÔMENO
Coordenadores:

Valdinar Custódio Filho (UECE)

Neste minicurso, apresentamos os princípios fundamentais da referenciação, focalizando três dimensões (não excludentes) de abordagem do fenômeno. A primeira dimensão salienta a natureza eminentemente coesiva da construção referencial, que se estabelece, grosso modo, mediante a elaboração de cadeias referenciais constituídas por expressões nominais; nessa esfera, encontram-se os estudos que propõem classificações sobre os processos referenciais, como a de Cavalcante (2011, entre outros), em que as expressões exercem a função de introdução ou de anáfora. A segunda abordagem investe na natureza discursivo-cognitiva da referenciação, sendo os holofotes voltados, eminentemente, para o processo de recategorização (APOTHELÓZ e REICHLER-BÉGUELIN, 1995, entre outros); os estudos salientam o caráter funcional do fenômeno, do que resultam as reflexões sobre a força argumentativa das expressões referenciais e sobre a possibilidade de depreensão de efeitos de sentido a partir do trabalho cognitivo sobre as expressões (explícitas ou implícitas). A terceira abordagem incide sobre a construção da referência que se manifesta por meio da integração de múltiplos fatores (CUSTÓDIO FILHO, 2011), cotextuais e contextuais. Nesse caso, temos que o sintagma nominal é um dentre outros fatores linguísticos que competem para a elaboração dos referentes textualmente acionados; do mesmo modo, os fatores linguísticos, quaisquer que sejam, não são, necessariamente, os únicos elementos que participam da construção referencial, uma vez que outras materialidades não linguísticas (imagem e som) também devem ser levadas em consideração. Disso resulta que o referente é, na verdade, uma construção estabelecida por traços de sentido, percebidos a partir de uma interpretação abrangente (não pontualizada), de viés essencialmente pragmático. Pensamos que considerar a imbricação dessas três dimensões é uma forma produtiva para que os iniciantes nos estudos em linguística textual possam ter contato com uma proposta analítica das mais fundamentais dentro dos estudos da disciplina, que se reveste, inclusive, de aplicações consistentes para o desenvolvimento da competência comunicativa na educação básica (CAVALCANTE, CUSTÓDIO FILHO e BRITO, 2014).

Palavras-chave: referenciação; recategorização; coesão.


10) CRÍTICA FILOLÓGICA: INSUMOS PALEOGRÁFICOS E DE CRÍTICA TEXTUAL PARA ANÁLISE LINGUÍSTICA
Coordenadores:

Arivaldo Sacramento de Souza (UFBA)

Diversas abordagens teóricas da área de Letras, frequentemente, encerram a Filologia numa caricatura que tende a situá-la como uma fase do passado arruinado dos estudos linguísticos e/ou dos literários. De encontro a tais perspectivas, pretendemos: (i) pensar o modus operandi da Filologia na contemporaneidade através, principalmente, de estudos de processo de transmissão e criação dos textos; (ii) esboçar as (in)conciliações entre a Filologia (stricto sensu) e a Linguística Histórica, no sentido de pensar as relações de “complementaridade utilitária” que se configuram nas pesquisas de história da língua; e, por fim, (iii) compreender como a Paleografia e a Crítica Textual, que tem por objetivo investigar as coordenadas histórico-sociais dos processos de (re)produção, circulação e transmissão dos textos, contribui para investigação linguística.


11) NOS 500 ANOS DE REPRESENTAÇÃO DO 'AUTO DA BARCA DO INFERNO', DE GIL VICENTE: LITERATURA DRAMÁTICA E VARIANTES LINGUÍSTICAS
Coordenadores:

Márcio Ricardo Correia Muniz (UFBA)

A rubrica que antecede o "Auto da Barca do Inferno", na edição de 1562, informa que ele foi representado "de câmara, pera consolação da muito católica e santa rainha dona Maria, estando enferma do mal de que faleceu, na era do Senhor de 1517". Se dermos crédito à rubrica, comemoramos neste ano os 500 anos da representação de um dos mais emblemáticos textos da dramatrugia em língua portuguesa. Este minicurso, assim, tomará como objeto de estudo e análise o "Auto da Barca do Inferno", de Gil Vicente, discutirá seu contexto de criação, os sentidos possíveis de sua representação, e observará, em particular, o uso que o dramaturgo faz de variantes linguísticas para a construção das personagens tipos e alegóricas que o compõe.


12) A POÉTICA CARNAVALIZADA NA LITERATURA POPULAR: REFLEXÕES PARA A PRÁTICA NA SALA DE AULA
Coordenadores:

Josivaldo Custódio da Silva (UPE – Campus Mata Norte)

Este minicurso visa abordar aspectos da cultura cômica popular em poemas de Chico Pedrosa (2007), Jessier Quirino (2001), Leandro Gomes de Barros (2002), Patativa do Assaré (2005) e Zé da Luz (1999). A partir dos pressupostos teóricos e críticos da Cultura Popular (BAKHTIN, 1999), (BURKE, 1989), da oralidade literária (ZUMTHOR, 2010), do Letramento Literário (COSSON, 2007), dos Parâmetros Curriculares Nacionais: Terceiro e Quarto Ciclos do Ensino Fundamental: Língua Portuguesa (BRASIL, 1999) e das Orientações Curriculares para o Ensino Médio (BRASIL, 2006) propomos reflexões que possibilitem a leitura do texto literário não apenas com caráter de ludicidade, mas também de uma forma crítica que proporcione ao aluno um melhor conhecimento e interpretação da poesia popular. Historicamente, sabemos que a Literatura Popular esteve ausente do contexto escolar, passando ao largo da sala de aula e dos currículos dos cursos de Letras, mas hoje, já podemos perceber uma mudança nessa prática, pois, apesar da temática ser ainda incipiente nos livros didáticos e principalmente nos currículos dos cursos de Letras, o ensino dos gêneros da literatura popular já se apresenta como uma demanda das políticas públicas.


13) Algumas noções de fos e fou para entendimento do francês enquanto política pública linguística
Coordenadores:

Joice Armani Galli (UFPE)

Identificar a necessidade de formações específicas do francês implica reconhecer as diferenças teórico-metodológicas entre FLE (Français Langue Étrangère) e FOS (FrançaissurObjectifSpécifique), além de estar atento às demandas institucionais do contexto em que está inserida esta língua estrangeiras (LE) no Brasil. Implica igualmente entender que a especificidade do francês para fins acadêmicos reverbera na concepção de módulos sobre esta engenharia da formação universitária, correspondendo ao FOU (FrançaissurObjectifUniversitaire). Dessa forma, o presente minicurso propõe o conhecimento introdutório aos conceitos emanados do FOS e do FOU, trazendo, portanto, algumas noções para o entendimento dessas ‘démarches’ enquanto prática social linguística, para criação de projetos de extensão e linhas de pesquisa desta e de outras LE no desenvolvimento de estudos universitários no Brasil.


14) O conceito de cultura no espaço do discurso
Coordenadores:

Fabiele Stockmans De Nardi (UFPE)

Nossa pretensão neste mini curso é discutir a compreensão do conceito de cultura e os deslocamentos produzidos pelo modo de apropriação desta noção no campo da Análise do Discurso tal como a praticamos hoje no Brasil. Para isso recuperamos alguns escritos anteriores (DE NARDI, 2007, 2010, 2011, 2015), em que trabalhamos com a compreensão de que a cultura se constitui para os sujeitos como um lugar de interpretação, para propor um diálogo com outros autores que no campo da AD tem tematizado a questão da cultura (ESTEVES, 2013; LEANDRO FERREIRA, 2011). Objetivamos mostrar como nessas discussões os autores dialogam com textos fundadores da AD (PÊCHEUX, 1969, 1975, 1983), trabalhando as relações língua-cultura, cultura-imaginário, cultura-ideologia.

 


15) O trabalho com textos de aluno do ensino fundamental
Coordenadores:

Sulemi Fabiano Campos (UFRN)

Nesta oficina propõe-se um exercício pautado na seguinte questão: o que o professor pode fazer no papel de leitor de textos produzidos por alunos do Ensino Fundamental? Duas circunstâncias tornam essa pergunta importante. Primeira: materiais didáticos contemporâneos e discursos encontrados na formação docente manifestam uma acentuada tendência à tecnicização/roteirização das tarefas destinadas tanto ao professor quanto aos alunos. Buscando eliminar o equívoco e tornar os processos de ensino mais previsíveis, esse novo tecnicismo coloca em risco a subjetividade do aluno perante os textos (seus próprios e dos outros). Segunda: por essa razão, peças escritas por alunos contemporâneos podem mostrar-se difíceis de interpretar, sobretudo quando resultam da aceitação parcial e contraditória, por eles, dos procedimentos que visam estandardizar sua atividade linguística. Diante dessas duas circunstâncias, entendemos que se faz necessário formar um número maior pessoas capacitadas e dispostas a lidar com as manifestações linguísticas de jovens alunos sem recorrer exclusivamente a saberes de tipo técnico. Defendemos que a interlocução com os alunos precisa contrabalançar a necessidade de seguir regras com a manutenção de um espaço aberto para o mal-entendido constitutivo da linguagem. Nesta oficina vamos explorar possibilidades de construção desse tipo de interlocução por meio de um exercício de leitura e análise de textos produzidos por alunos do Ensino Fundamental.

 


16) Estratégias de escrita de projetos de pesquisa na área de linguística
Coordenadores:

Francisco Alves Filho (UFPI)

Tomando por base os estudos sociorretóricos sobre gêneros e as noções de organização retórica, o curso objetiva promover reflexões sobre os processos de elaboração de projetos de pesquisa, tomando por parâmetros dados de uma pesquisa (ALVES FILHO, 2017) que investigou como mestrandos concebem as funções retóricas de projetos de pesquisa e como ecoam valores epistemológicos da cultura disciplinar da área de letras/linguística. Em termos práticos, busca-se sensibilizar os pesquisadores para uma compreensão mais flexível e situada acerca das funções comunicativas do gênero projeto de pesquisa e das funções retóricas das seções que o constituem. Além disso, os passos retóricos mais tipicamente associados a projetos (como Indicando lacunas de pesquisas, Relatando pesquisa prévia e Formulando indagações de pesquisa) serão discutidos visando uma compreensão retórica de como eles podem ser formulados.

 


17) EYE-TRACKING NA PSICOLINGUÍSTICA
Coordenadores:

Elisângela Nogueira Teixeira (UFC)

Minicurso sobre o uso de Eye-Tracking nos estudos de Psicolinguística e Ciências Cognitivas. O minicurso será dividido entre apresentação dos temas, atividades práticas de interpretação e aperfeiçoamento de desenhos experimentais na área de Psicolinguística e Laboratório de Psicolinguística e Ciências Cognitivas Universidade Federal do Ceará 2 Ciências Cognitivas, para a apresentação e discussão de metodologias experimentais com o uso de eye tracking.